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Escutar a Cidade: Os cristãos tomam a palavra dia 16 de abril

Trinta movimentos, organismos e comunidades diocesanas divulgam no sábado dia 16 de abril na Igreja de São Maximiliano Kolbe, em Chelas, a resposta que querem dar aos principais desafios retiveram ao longo do percurso Escutar a Cidade. Esta reflexão está contida num documento intitulado Contributos para o Sínodo Diocesano que pode ser lido na íntegra em https://escutaracidade.wordpress.com

Durante o primeiro semestre do ano passado, cerca de duas dúzias de oradores não católicos apresentaram os desafios, bloqueios e motivos de esperança que marcam a atualidade e o futuro das gentes e do território da diocese. As comunicações foram posteriormente debatidas pelos movimentos promotores do Escutar a Cidade e deram agora origem a um texto comum enviado para o Secretariado do Sínodo Diocesano no qual se condensam as prioridades que a Diocese, segundo aqueles trinta movimentos e comunidades, deverá assumir para concretizar “O Sonho Missionário de Chegar a Todos”.

O encontro de dia 16 de abril é aberto a todos os que queiram participar. Começa às 15h30 e, além da apresentação do documento com as propostas para o Sínodo, três oradores vão apresentar o que querem e esperam da Igreja diocesana pós-sínodo. São eles: o padre Francisco Adão (pároco de Loures); Rita Valadas (licenciada em Política Social e diretora da Santa Casa, onde foi vogal da mesa da administração); e Cátia Sofia Tuna (doutoranda em História e Cultura das Religiões na Faculdade de Letras da UL, participou em várias iniciativas do Movimento do Apostolado das Crianças).

Às 18h30 é celebrada a eucaristia vespertina habitual na paróquia de São Maximiano de Kolbe em que aqueles que estiverem no encontro participarão.

Da freguesia de Benfica à Europa – textos das sessões já realizadas todos disponíveis

Estão disponíveis no site do Escutar a Cidade os dois textos que ainda faltavam, entre as 15 intervenções já realizadas nas quatro primeiras sessões. Ambos dizem respeito à sessão de Fevereiro, que tratou o tema Política, participação e democracia e contou com a intervenção de Ana Drago, João Pacheco, Inês Drummond e Viriato Soromenho-Marques.

A intervenção de Inês Drummond, presidente da Junta de Freguesia de Benfica (Lisboa), analisou a intervenção das instituições sociais católicas a nível local. Apontando as suas virtudes, apelou também à necessidade de um apoio “mais holístico e pluridisciplinar”. Salientou as dificuldades dessas instituições da Igreja no que diz respeito ao trabalho em rede, fruto da sua atitude mais reactiva do que de proposta, pela falta de formação de muitos dirigentes e pela estrutura de decisão muito pesada. E defendeu que a Igreja Católica seja, no campo social, “mais interventiva, mais criativa e mais cooperativa na definição de estratégias”. O texto pode ser lido aqui.

Viriato Soromenho-Marques, professor universitário e ensaísta, apelou a que “a Igreja Católica utilize todas as suas estruturas para dinamizar uma discussão livre sobre as grandes questões europeias – modelo de construção, assimetria Norte-Sul, dívida – num ambiente de fraternidade”. E recordou a ideia do perdão como dimensão política, proposta por Hannah Arendt, “não como uma atitude de desobrigação do outro, mas como um vínculo entre aquele que ofende e aquele que foi ofendido”, na perspectiva da inclusão de todos. O texto pode ser lido aqui.

Com estes dois textos, fica completo o leque de todas as intervenções havidas até agora no Escutar a Cidade – incluindo os textos das intervenções introdutórias de cada sessão, bem como dos poemas e apresentações dos momentos culturais. Além dos textos, estão também disponíveis os filmes de todas as intervenções (excepto da professora Teresa Rodrigues que, por impedimento de última hora, não pôde estar presente, mas enviou o seu contributo).

A disponibilidade de todos os textos permite, assim, constituir já um corpo de reflexão sobre a actual realidade da sociedade lisboeta, portuguesa e europeia, que muito pode ajudar a encontrar caminhos de actuação da Igreja no patriarcado – precisamente o objectivo proposto para o Sínodo de Lisboa, que motivou a realização do Escutar a Cidade.

António Marujo

JARC junta-se aos promotores do Escutar a Cidade

A JARC (Juventude Agrária Rural Católica), um dos movimentos de Acção Católica, decidiu aderir ao Escutar a Cidade na qualidade de sua promotora. “É uma iniciativa importante, também para nós, como forma de nos ajudar a termos projectos mais activos nas comunidades em que estamos inseridos”, diz Neuza Duarte, secretária da equipa diocesana de Lisboa da JARC.

Com a adesão deste movimento, chega aos 30 a lista de entidades promotoras da iniciativa.

Uma representante deste movimento tinha já participado na última reunião de avaliação, realizada em Março, após a terceira sessão do Escutar a Cidade. Foi na sequência dessa participação que a equipa diocesana debateu o assunto e decidiu assumir-se também como movimento promotor desta iniciativa, que pretende ser um contributo de reflexão para o Sínodo do patriarcado, convocado para o Outono de 2016.

“Temos como objetivo dar continuidade às temáticas do Escutar a Cidade, de forma a debater os temas ali reflectidos”, diz ainda a secretária da equipa da diocese. O movimento pretende tomar a reflexão das sessões do Escutar a Cidade, de modo a que possa também “dar o seu contributo” para uma reflexão no processo sinodal, a partir das ideias e experiências que os seus militantes tenham vivenciado.

A equipa da JARC da diocese de Lisboa compromete-se, assim, a colaborar nas próximas sessões (as duas últimas), ajudando também na sua divulgação, de modo a chegar aos seus militantes e também a outros grupos e movimentos com os quais colabora.

A JARC junta-se, deste modo, a outros movimentos de Acção Católica promotores do Escutar a Cidade: Acção Católica Rural, Juventude Operária Católica, Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos, Movimento Católico de Estudantes e Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças.

A lista completa das entidades promotoras desta iniciativa e ligações para os respectivos sítios na internet pode encontrar-se aqui.

JOC, LOC-MTC e MAAC: mais três movimentos assumem-se promotores do Escutar a Cidade

Três movimentos com a espiritualidade da Acção Católica – JOC (Juventude Operária Católica), LOC-MTC (Liga Operária Católica-Movimento de Trabalhadores Cristãos) e MAAC (Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças) – decidiram nos últimos dias tornar-se promotores do Escutar a Cidade.

A decisão foi tomada pelas respectivas estruturas diocesanas e comunicada ao núcleo dinamizador imediatamente antes e após a terceira sessão do Escutar a Cidade, que decorreu no passado dia 5, tendo sido dedicada ao tema Dinâmicas sociais no território da diocese.

Com estas resoluções, ascende a 29 o total de movimentos, grupos e estruturas católicas que se assumiram como promotoras do Escutar a Cidade.

Na próxima semana, responsáveis de todas as entidades promotoras irão encontrar-se para avaliar o caminho percorrido nas primeiras três sessões e debater perspectivas para os próximos três encontros.

​Histórias, justiça, criatividade e Europa – Já estão disponíveis os vídeos da sessão de 12 de Fevereiro

Os vídeos da segunda sessão do Escutar a Cidade, que teve como tema “Participação, Política e Democracia”, estão já disponíveis aqui.

Na primeira das intervenções dessa sessão, o jornalista João Pacheco contou histórias; como aquela de, um dia, o pai o ter espantado com um livro que lhe deu: “Uma Bíblia? Eu sabia perfeitamente como o meu pai não queria ter nada a ver com missas. E devo ter ficado com cara de parvo, a olhar para aquela encadernação pirosa. O meu pai terá dito qualquer coisa como – ‘Um dia vais ler e vais perceber que este é um grande romance’.” Mas João Pacheco também pediu que os crentes cumprissem três mandamentos: Conhece a tua própria história; Faz por conhecer a história dos que te rodeiam no quotidiano; Tenta conhecer e dar a conhecer a história daqueles por quem passas sem notar.

Ana Drago, socióloga, falou da cidade como “espaço de confluência das diferenças, manifestando-se contra o “estreitamento do projecto democrático e a incapacidade de o abrirmos a novas expectativas”. Defendeu o conceito de justiça como possibilidade de recuperar a democracia e disse que é necessário “reintroduzir alguma forma de conflito político que nos permita (…) afrontar as questões da desigualdade, da invisibilidade, da exclusão e da violência”.

Na terceira intervenção, Inês Drummond, presidente da Junta de Freguesia de Benfica (Lisboa), analisou a intervenção das instituições sociais católicas a nível local. Apontando as suas virtudes, apelou também à necessidade de um apoio “mais holístico e pluridisciplinar”. Salientou as dificuldades dessas instituições da Igreja no que diz respeito ao trabalho em rede, fruto da sua atitude mais reactiva do que de proposta, pela falta de formação de muitos dirigentes e pela estrutura de decisão muito pesada. E defendeu que a Igreja Católica seja, no campo social, “mais interventiva, mais criativa e mais cooperativa na definição de estratégias”.

Viriato Soromenho-Marques, professor universitário e ensaísta, apelou a que “a Igreja Católica utilize todas as suas estruturas para dinamizar uma discussão livre sobre as grandes questões europeias – modelo de construção, assimetria Norte-Sul, dívida – num ambiente de fraternidade”. E recordou a ideia do perdão como dimensão política, proposta por Hannah Arendt, “não como uma atitude de desobrigação do outro, mas como um vínculo entre aquele que ofende e aquele que foi ofendido”, na perspectiva da inclusão de todos.

Na mesma sessão, os Império Suburbano falaram também, através da linguagem musical do hip-hop, da consciência social e do empenhamento individual e colectivo. O vídeo da sua participação pode também ser visto no mesmo endereço.

Papa pede aos leigos para sairem «sem medo» ao encontro das cidades e anunciar o «coração do Evangelho, não os seus “apêndices”» (Pastoral da Cultura)

Os leigos «são chamados a sair sem medo para ir ao encontro dos homens da cidade», derrubando «o muro do anonimato e da indiferença que com frequência reina soberano» nos aglomerados urbanos, frisou hoje o papa, no Vaticano.

Na audiência aos participantes na assembleia plenária do Pontifício Conselho para os Leigos, dedicada ao tema “Encontrar Deus no coração da cidade”, Francisco relembrou que a Igreja quer estar ao serviço da «procura sincera que existe em muitos corações e os torna abertos a Deus».

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