Da freguesia de Benfica à Europa – textos das sessões já realizadas todos disponíveis

Estão disponíveis no site do Escutar a Cidade os dois textos que ainda faltavam, entre as 15 intervenções já realizadas nas quatro primeiras sessões. Ambos dizem respeito à sessão de Fevereiro, que tratou o tema Política, participação e democracia e contou com a intervenção de Ana Drago, João Pacheco, Inês Drummond e Viriato Soromenho-Marques.

A intervenção de Inês Drummond, presidente da Junta de Freguesia de Benfica (Lisboa), analisou a intervenção das instituições sociais católicas a nível local. Apontando as suas virtudes, apelou também à necessidade de um apoio “mais holístico e pluridisciplinar”. Salientou as dificuldades dessas instituições da Igreja no que diz respeito ao trabalho em rede, fruto da sua atitude mais reactiva do que de proposta, pela falta de formação de muitos dirigentes e pela estrutura de decisão muito pesada. E defendeu que a Igreja Católica seja, no campo social, “mais interventiva, mais criativa e mais cooperativa na definição de estratégias”. O texto pode ser lido aqui.

Viriato Soromenho-Marques, professor universitário e ensaísta, apelou a que “a Igreja Católica utilize todas as suas estruturas para dinamizar uma discussão livre sobre as grandes questões europeias – modelo de construção, assimetria Norte-Sul, dívida – num ambiente de fraternidade”. E recordou a ideia do perdão como dimensão política, proposta por Hannah Arendt, “não como uma atitude de desobrigação do outro, mas como um vínculo entre aquele que ofende e aquele que foi ofendido”, na perspectiva da inclusão de todos. O texto pode ser lido aqui.

Com estes dois textos, fica completo o leque de todas as intervenções havidas até agora no Escutar a Cidade – incluindo os textos das intervenções introdutórias de cada sessão, bem como dos poemas e apresentações dos momentos culturais. Além dos textos, estão também disponíveis os filmes de todas as intervenções (excepto da professora Teresa Rodrigues que, por impedimento de última hora, não pôde estar presente, mas enviou o seu contributo).

A disponibilidade de todos os textos permite, assim, constituir já um corpo de reflexão sobre a actual realidade da sociedade lisboeta, portuguesa e europeia, que muito pode ajudar a encontrar caminhos de actuação da Igreja no patriarcado – precisamente o objectivo proposto para o Sínodo de Lisboa, que motivou a realização do Escutar a Cidade.

António Marujo

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