​Histórias, justiça, criatividade e Europa – Já estão disponíveis os vídeos da sessão de 12 de Fevereiro

Os vídeos da segunda sessão do Escutar a Cidade, que teve como tema “Participação, Política e Democracia”, estão já disponíveis aqui.

Na primeira das intervenções dessa sessão, o jornalista João Pacheco contou histórias; como aquela de, um dia, o pai o ter espantado com um livro que lhe deu: “Uma Bíblia? Eu sabia perfeitamente como o meu pai não queria ter nada a ver com missas. E devo ter ficado com cara de parvo, a olhar para aquela encadernação pirosa. O meu pai terá dito qualquer coisa como – ‘Um dia vais ler e vais perceber que este é um grande romance’.” Mas João Pacheco também pediu que os crentes cumprissem três mandamentos: Conhece a tua própria história; Faz por conhecer a história dos que te rodeiam no quotidiano; Tenta conhecer e dar a conhecer a história daqueles por quem passas sem notar.

Ana Drago, socióloga, falou da cidade como “espaço de confluência das diferenças, manifestando-se contra o “estreitamento do projecto democrático e a incapacidade de o abrirmos a novas expectativas”. Defendeu o conceito de justiça como possibilidade de recuperar a democracia e disse que é necessário “reintroduzir alguma forma de conflito político que nos permita (…) afrontar as questões da desigualdade, da invisibilidade, da exclusão e da violência”.

Na terceira intervenção, Inês Drummond, presidente da Junta de Freguesia de Benfica (Lisboa), analisou a intervenção das instituições sociais católicas a nível local. Apontando as suas virtudes, apelou também à necessidade de um apoio “mais holístico e pluridisciplinar”. Salientou as dificuldades dessas instituições da Igreja no que diz respeito ao trabalho em rede, fruto da sua atitude mais reactiva do que de proposta, pela falta de formação de muitos dirigentes e pela estrutura de decisão muito pesada. E defendeu que a Igreja Católica seja, no campo social, “mais interventiva, mais criativa e mais cooperativa na definição de estratégias”.

Viriato Soromenho-Marques, professor universitário e ensaísta, apelou a que “a Igreja Católica utilize todas as suas estruturas para dinamizar uma discussão livre sobre as grandes questões europeias – modelo de construção, assimetria Norte-Sul, dívida – num ambiente de fraternidade”. E recordou a ideia do perdão como dimensão política, proposta por Hannah Arendt, “não como uma atitude de desobrigação do outro, mas como um vínculo entre aquele que ofende e aquele que foi ofendido”, na perspectiva da inclusão de todos.

Na mesma sessão, os Império Suburbano falaram também, através da linguagem musical do hip-hop, da consciência social e do empenhamento individual e colectivo. O vídeo da sua participação pode também ser visto no mesmo endereço.

Anúncios

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s