O que nos cabe fazer?

Um comentário à intervenção de José Machado Pais, sobre
Desenlaces, solidão e solidariedade

Duas das ideias que ressaltaram, de uma forma muito explícita, na partilha de José Machado Pais, foram as de que o risco da indiferença em relação aos que nos são fisicamente próximos mas emocionalmente distantes (como muitos vizinhos) e o risco de tratarmos de forma diferente os nossos próximos que não somos capazes de reconhecer como iguais (como os sem-abrigo) são endógenos à nossa forma de estar em sociedade.

Dois comportamentos que fazem parte de uma sociedade que, procurando ser inclusiva, é quotidianamente produtora de exclusão. Exclusão mais estrutural – como a dos imigrantes a quem se barra a entrada, ou se expulsa do país, ou dos pobres que nem podem aspirar aos benefícios dos outros -, mas também quotidiana, ao nível dos comportamentos que cada um, a cada momento, a cada hora, pode ter. Ou não ter. Como é que, enquanto igreja-instituição, enquanto igreja-comunidade, e enquanto individualmente cristãos, isto nos interpela? O que é que podemos e devemos fazer? O que é que nos cabe fazer?​

Ângela Xavier
Professora universitária

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